Em primeiríssimo lugar, eu agradeceria a Deus pela vida linda que eu tive com meus pais, meus irmãos, meu marido, minha filha, meus bichinhos, meus alunos, meus amigos e até meus inimigos, todos contribuíram para a minha felicidade.
Em segundo lugar, eu deixaria um recado para minha filha: realize as coisas com alegria, mesmo que sejam muito simples, como arrumar um armário, ler, cozinhar, passear com o cachorro, escutar música, lavar louça! rsrsrs...Cada minuto da sua vida vale ouro. E por falar em ouro, obrigada por ter repartido comigo seu maior tesouro, sua companhia abençoada que me fez crescer e me tornar adulta.
Em terceiro lugar: obrigada Toninho,sem você eu não chegaria até aqui, você sempre me fez muito feliz. Se você não me incentivasse eu estaria guiando ainda, aquele Chevrolet vermelho de 1978, que encavalava a marcha! Com você, consegui enfrentar meus medos!
Obrigada Amanda, obrigada Michel, com vocês vivi os dias mais felizes de minha vida. Carol obrigada por sua amizade.-cuida da Jana, Jana cuida da Carol.
Finalmente, peço a Jesus que me perdoe os pecados, para que possa ver no Paraíso todos os que eu amei e que já estão lá, especialmente meu grande amor a Bizinha.
Agora com licença que vou arrumar a cozinha...rsrsrs...
domingo, 16 de junho de 2013
Uma mãe diferente
Antes de aqui chegar escolheu ser mãe...
Nasceu mãe e não sabia!
Foi mãe da avó antes de ser mãe da própria mãe e mãe de si mesma...
Mãe :seu destino.
Cuidar com amor, às vezes com raiva porque ninguém é de ferro!
Cuidar, alimentar, proteger e prover todas as necessidades daqueles sob seus cuidados.
Mãe no colo,mãe nas mãos, mãe na alma com sua calma e até na palma com a correção.
Seu afago, seu abraço, seu beijo, seu canto, seu alento, seu nada, seu tudo: ser mãe- estado supremo e necessário para sobreviver.
E assim foi e é minha filha, cuja missão agora é ser mãe de bichinhos que escolheu para serem os seus filhinhos.
Nasceu mãe e não sabia!
Foi mãe da avó antes de ser mãe da própria mãe e mãe de si mesma...
Mãe :seu destino.
Cuidar com amor, às vezes com raiva porque ninguém é de ferro!
Cuidar, alimentar, proteger e prover todas as necessidades daqueles sob seus cuidados.
Mãe no colo,mãe nas mãos, mãe na alma com sua calma e até na palma com a correção.
Seu afago, seu abraço, seu beijo, seu canto, seu alento, seu nada, seu tudo: ser mãe- estado supremo e necessário para sobreviver.
E assim foi e é minha filha, cuja missão agora é ser mãe de bichinhos que escolheu para serem os seus filhinhos.
terça-feira, 8 de março de 2011
Lançamento do Livro "Ser Autor 2010" na Bienal
21ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO - LANÇAMENTO DO LIVRO: I PRÊMIO "SER AUTOR" 2010, PUBLICADO PELA CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, EM PARCERIA COM O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, COORDENAÇÃO FEITA PELA EQUIPE TÉCNICA DO CENTRO DE REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO MÁRIO COVAS-CRE.
LEIA O TEXTO ESCRITO POR DIRCE MARIA S. ALMEIDA E ESCOLHIDO PARA INTEGRAR O LIVRO EM: Por causa de uma professora
Aprender e ensinar para sempre
Aprender e ensinar para sempre
No século XX, na década de cinqüenta, quando nasci, apareceu um anjo "com óculos", trazendo meus presentes: um livro de ouro num braço e no outro um notebook de prata e disse: - Vai menina aprender muito e distribua seu conhecimento. Eu achei aquilo bom, assim tornei-me estudante e professora para sempre.
Ainda bem pequena, enquanto meus irmãos brincavam de circo, vendedor ou dentista, meu “fazer de conta” era ler e corrigir com meu lápis vermelho os textos das revistas “Reader’s Digest”, “O Cruzeiro” e gibis que tínhamos em casa. Minha amiga Toninha, às vezes, era a professora, outras eu era.
Na quarta série ginasial, minha professora elogiava as minhas redações, e com este pequeno conhecimento, comecei a “dar” aulas particulares de Português aos filhos do dono da quitanda. Meus pequenos alunos conseguiram tirar o diploma primário, vitória para eles e para a jovem professora. Minha mãe também comemorou, pois os honorários foram pagos com o abatimento do valor das aulas na caderneta, onde eram marcadas as compras das frutas e verduras.
Os anos sessenta corriam e era hora de vestibular, a escolha da faculdade: de Letras ou Pedagogia? Acabei fazendo as duas.
Assim, nunca mais deixei de “dar” aulas, primeiro pelo prazer em aprender e ensinar e segundo para cumprir as palavras do anjo.
Hoje, oriento os alunos na Sala de Leitura da “minha” escola e me sinto incluída na vida estudantil do século XXI.
Ah, estou aprendendo a usar o notebook de prata, meu blog:
notebookdeprata.blogspot.com, podem acessar.O Anjo
O anjo
Eu estava escovando os dentes, antes de dormir, quando um anjo com a cara de meu tio apareceu-me, eu olhei para ele e lhe perguntei :
- O que você quer?
Ele não me respondeu, mas eu entendi, era para eu ir com ele para sempre.
Veio com este rosto tão querido para não me assustar.
Morrer não estava nos meus planos, não agora, nos meus quase sessenta anos, ainda desejava viver muito, então pedi:
- Deixa-me ficar mais um pouco e fui dando as razões: para eu pedir perdão às pessoas que ofendi, para eu aprender a usa o computador, para eu olhar os meus cachorrinhos-netos brincando, para eu cuidar do meu bem, para eu ainda abraçar bem apertado meus irmãos, para eu fazer almoços deliciosos, para eu escrever um livro lindo, para eu abrir a janela de madrugada para a minha gatinha entrar, para eu fazer as compras no supermercado, para eu arrumar totalmente a biblioteca onde trabalho, para eu reformar a minha casa, para eu trocar o meu sofá e minha lavadora, para eu dormir e sonhar e acordar, para eu me aposentar, para eu cuidar de quem precisa de mim, para eu rezar mais, para eu ser melhor, para eu ter mais alguns Natais com minha filha querida.
Sem me responder ele me sorriu e foi embora.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Por causa de uma professora
Por causa de uma professora
- Vamos menina, leia!
Engasgada com meu nervosismo, não saia uma palavra, tremia toda.
A régua de madeira batia forte em minha cabeça, junto o insulto:
- Sua burra, burra, leia! Está de castigo! Pode se ajoelhar no milho!
Os grãos ficavam no chão, no canto da sala. Eu ficava ajoelhada mais de uma hora.
- Está também sem recreio!
Então eu não podia comer meu pãozinho com omelete e beber minha limonada docinha, tinha que copiar da lousa: “Eu vou ficar burra se não estudar” (copiar 100 vezes e acabar em casa).
- Copiar 100 vezes!!!!!
Noutro dia barganhava:
- Mãe, deixa eu faltar? Lavo e passo as roupas, até chuleio para a senhora.
- Não, seu uniforme está pronto.
Vestida com o avental mais alvo que alma de criança e com o laço de fita, na cabeça, mais bonito que uma menina podia ter, ainda chorava:
- Mãe, deixa eu ficar?
- Está bem, mas só hoje!
Minha mãe, meu pai, minha professora, não sabiam que eu tinha medo do bairro novo, da escola nova, do caminho cheio de mato que podia esconder um homem com foice que decepava crianças, medo da professora... Naquele tempo, crianças com pânico eram chamadas de burras e preguiçosas. Naquele ano, tomei bomba.
No ano seguinte, meus pais me mudaram de escola. A professora, dona Lucia, era atenciosa. Meus medos sumiram, lia com entusiasmo e no final do ano, passei com a melhor nota da sala, até recitei na festinha.
Por causa desta professora também me tornei uma.
Um dia, lecionando numa quinta série, me deparei com um aluno que não conseguia ler, ficava muito nervoso, tremia todo. Durante o ano conversei muito com ele e seus pais. Sugeri a leitura, em casa, de alguns livrinhos: “O menino mais lindo do mundo”, “Zé Diferente”, “Um sorriso chamado Luís”, entre outros. Em sala, ele tinha liberdade de ler ou não em voz alta. Aos poucos ele perdeu o medo e começou a ler, uma frase, depois duas, até que com confiança leu um texto inteiro para a classe. Sua alegria foi o maior prêmio que recebi na minha vida de professora.
Hoje, Luís também é professor.
TEXTO ESCRITO POR DIRCE MARIA S. ALMEIDA E ESCOLHIDO PARA FAZER PARTE DO LIVRO: I PRÊMIO "SER AUTOR" 2010, PUBLICADO PELA CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, EM PARCERIA COM O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, COORDENAÇÃO FEITA PELA EQUIPE TÉCNICA DO CENTRO DE REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO MÁRIO COVAS-CRE.
Veja as fotos do lançamento do Livro "Ser Autor 2010" aqui.
TEXTO ESCRITO POR DIRCE MARIA S. ALMEIDA E ESCOLHIDO PARA FAZER PARTE DO LIVRO: I PRÊMIO "SER AUTOR" 2010, PUBLICADO PELA CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, EM PARCERIA COM O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO, SECRETARIA DA EDUCAÇÃO, COORDENAÇÃO FEITA PELA EQUIPE TÉCNICA DO CENTRO DE REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO MÁRIO COVAS-CRE.
Veja as fotos do lançamento do Livro "Ser Autor 2010" aqui.
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